Blog by Dani

sábado, dezembro 27, 2008

Dentes afiados

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Após um "longo e tenebroso inverno", estou de volta ao meu blog..
E voltei viciada.
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Tudo bem que já não sou mais nenhuma adolescentezinha, mas me viciei completamente no livro Crepúsculo (Twilight) e, depois, também no filme - que, enxugados os excessos, é bastante fiel ao livro - protagonizado por Robert Pattinson e Kristen Stewart (irreconhecível no papel, fez O Quarto do Pânico, em 2002, ao lado de Jodie Foster) como Edward Cullen e Bella Swan, respectivamente.
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Segundo meu pai, desde criancinha tenho um fascínio inexplicável por vampiros e seres da noite. Mas nem tão inexplicável assim: sempre achei que os vampiros possuíam um charme misterioso e irresistível - propositalmente desenvolvido para atrair suas presas - algo adquirido com séculos de experiência nas trevas míticas. Isso, por incrível que pareça, me causa um certo frisson.
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Logo, não foi surpresa nenhuma que eu me atraísse tão intensamente pelos livros da autora Stephenie Meyer, com seus sugadores de sangue absurdamente lindos, ricos e classudos, com direito a um problemático romance embutido.
A história é bem pueril; os atores, sofríveis e de pouca expressividade no cinema. Mas, consciente de estar consumindo literatura e cinema puramente comerciais, quem se importa com estes 'detalhes'?
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Devorei Crepúsculo em pouquíssimo tempo, partindo logo em seguida para Lua Nova, e ficando a ver navios enquanto espero pelo terceiro livro, Eclipse, cujo lançamento no Brasil está previsto para 16 de janeiro. São quatro, no total, mas o último (ahhhh...) ainda não tem previsão de lançamento em português.
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Enquanto espero, leio A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón.

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segunda-feira, junho 11, 2007

Filmecos da semana

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Não sou muito chegada a filmes que dão medo, embora goste da adrenalina dos suspenses bem amarrados. Mas, de vez em quando, não faz mal ver uma coisinha ou outra mais "arrepiante". Então me lembrei de O Exorcismo de Emily Rose, que eu nunca tinha visto, e que me parecia algo que merecesse luzes acesas. Fui alertada de que não se tratava de terror propriamente dito, mas de um "suspense sobrenatural". Ammm, entendi. E levei pra casa.
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Para neutralizar os possíveis efeitos do primeiro, levei também As Loucuras de Dick e Jane, cujo filme trazia as indefectíveis caras e bocas do espalhafatoso Jim Carey.


Resumo do cineminha doméstico: Emily Rose e seus espasmos demoníacos me renderam alguns sustinhos à toa, mas nada que me pudesse tirar o sono. Sem falar que minhas expectativas para um final bombástico foram por água abaixo. Muito barulho por nada.
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Quanto à comediazinha, até dá para distrair, mas não espere nada que fuja ao padrão dos filmes estrelados por Carey. Correria, contorcionismo, caretas e todos os elementos que são a marca registrada do ator.
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No cômputo geral, até que foi divertido. Nesse frio, então, nada mais recomendável do que um filminho debaixo do edredom!

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segunda-feira, junho 04, 2007

Missigura!!!

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Ontem, enquanto eu zapeava pelos canais, peguei o finalzinho de uma entrevista da miss-Brasil-quase-miss-Universo Natália Guimarães no programa do João Dória. A moça esbanjou simpatia e aquela "fofurice" inerente às misses, enquanto contava seus planos para o resto do ano, já que a japonesa usurpou-lhe o título de mais bonita do cosmos.
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Demorei para comentar o resultado do concurso porque demorei a acreditar nele, pensei que fosse alguma pegadinha do Faustão no México. Como eu, centenas de brasileiros devem ter jurado estar no papo a vitória da mineira. Assim como devem ter ficado passados quando a bonitinha de quimono açambarcou a faixa. Foi como se alguém tivesse dado a vitória a Sérgio Lorosa na Dança dos Famosos: uma injustiça inominável!
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Não sei se perceberam, mas dentre as integrantes do quinteto final, a única que apresentava um derrière significativo era justamente a miss brasileira. As outras, de corpinho seco, não tinham a menor graça. E o tombaço que a Miss EUA levou? E sem amortecimento!
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E agora, Natália, querendo demonstrar sua firmeza de caráter, aparece dizendo em tudo quanto é lugar que a vitória da outra foi justa. Justa é o escambáu! Onde já se viu, chegar nas barbas do prêmio e, no último segundo, ver a faixa ser entregue à concorrente ao lado? Absurdo, né mess?
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Com a intenção de assistir ao terceiro Piratas do Caribe (No Fim do Mundo, em cartaz nos cinemas), fui "obrigada" a ver o segundo filme, sem o qual eu não entenderia a seqüência. E, naturalmente, só peguei o segundo porque já havia assistido o primeiro, sem o qual eu também poderia não sacar bulhufas de várias alusões feitas ao primeiro no segundo.Os efeitos especiais são interessantes, e os vilões de Piratas do Caribe - O Baú da Morte me lembraram as pinturas de Giuseppe Arcimboldo, pintor italiano sobre o qual já falei aqui no blog.

Johnny Deep parece muito à vontade com seu personagem, o pirata trapalhão Jack Sparrow, que ele não esconde de ninguém que adorou fazer. A história e os trejeitos dos personagens são de um filme infantil, bem "sessão da tarde".

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Aproveitei também para ver A Grande Família - O Filme. Achei bom, mas só isso. Nada mais é do que um episódio alongado de quinta-feira, com umas passagens à la Efeito Borboleta. Diverte, mas não há nada de novo. Nadinha, nadinha. Hum... talvez só o Paulo Betti.






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segunda-feira, maio 21, 2007

Aranha e Zero-zero-sete

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Já faz uns dias que fui ao cinema assistir Homem-Aranha 3. Para quem gosta do gênero e assistiu aos dois primeiros filmes, vai se locupletar com tantos efeitos visuais e se surpreender com alguns "momentos-cabeça" presentes nesta terceira façanha do spider, além de se divertir com boas cenas de humor. Tobey Maguire está ligeiramente rechonchudo - bolachudinho, eu diria -, mas não chega a arrebentar a teia. Surgem novos vilões, como o indigesto Venom (Topher Grace); o Homem-Areia (Thomas Haden Church) causa sensação e o fofinho Harry Osborn (James Franco) continua batendo um bolão. Há quem tenha detestado o filme, mas eu, que sou do contra, gostei..
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Em DVD, vi Cassino Royale, a mais recente proeza de Bond, James Bond. Filme longo, meio confuso, com lances interessantes, outros nem tanto. Daniel Craig encarna até bem o papel, embora tenha sido criticado por não ser propriamente bonito. De fato, não faz a linha galã-conquistador-irresistível. Mas uma coisa não se pode negar: o sujeito é muito, muito forte. Deve ter malhado horrores para adquirir aquela musculatura. No geral, considerei o filme médio, por não conter nenhum elemento que realmente me impressionasse, mesmo sendo uma adaptação da versão de 1967 - a produção segue o roteiro comum dos filmes de ação e, para falar a verdade, já vi outros "zero-zero-setes" melhores. Quer saber? Ainda prefiro os tradicionais Sean Connery e Roger Moore.
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domingo, abril 29, 2007

É SOPPA!

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Na última quinta-feira, tive o prazer de finalmente assistir à Soppa de Letra, de Pedro Paulo Rangel – espetáculo idealizado, concebido e interpretado por ele, cujo talento fica ainda mais evidenciado nessa inovadora forma de fazer teatro. O versátil PP lança um novo olhar sobre a música brasileira, apresentando-a de um modo ao qual não estamos acostumados. A grande sacada do ator foi “declamar” diversas músicas do cancioneiro popular, fazendo das letras o texto de sua peça, organizadas numa seqüência temática. E o faz brilhantemente, deliciosamente, acompanhado por um trio de instrumentistas de primeira linha. Não é por acaso que o recital leva sempre quatro estrelinhas na crítica da Veja Rio. Eu seria capaz de assistir de novo, e de novo, e de novo, porque vale a pena repetir essa “Soppa”. Se você está na cidade e ainda não viu, não sabe o que está perdendo. Até dia 6, na Caixa Cultural.
Leia o blog de PP e conheça mais detalhes sobre a peça clicando AQUI.
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Fim-de-semana frio na Terra de Marlboro. Dias de chuva e vento no cocuruto da serra pedem um filminho à noite. Eu e Leo escolhemos dois: Deu a Louca na Chapeuzinho e Plano de Vôo. O primeiro, creio eu, tinha o objetivo de ser uma paródia engraçadinha, mas devo admitir que já vi melhores do gênero. Na minha opinião, outras animações, como Shrek e A Era do Gelo 1 e 2 o deixam no chinelo. Para quem prestar um mínimo de atenção nas cenas, o final não será propriamente uma surpresa. Com algumas poucas passagens risíveis – o bode e o esquilo se encarregam de não nos deixar dormir –, o resto é só computação gráfica de qualidade duvidosa.
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Plano de Vôo, suspense dirigido por Robert Schwentke, foi criticado na época de seu lançamento e exibição (2005), mas achei a história interessante, bem amarrada e com uma explicação plausível para o desfecho, apesar de omitir alguns detalhes facilmente dedutíveis. A trama se passa praticamente toda dentro de um avião e, no desenrolar da história ficamos tentando entender o que aconteceu, pois os fatos nos deixam ligados (e confusos) o tempo todo. No cômputo geral, achei o filme bom, com a tensa atuação de Jodie Foster, que encarna com competência este tipo de papel.
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Apesar dos ventinhos gelados do outono, inventei de pôr em prática meus dotes culinários e experimentar uma receita que vi no blog da Lila, o Bem Família: pudim de sorvete. A receita é simples de fazer, e o resultado é de dar água na boca. Achei o sabor parecido com pavê de bombom, uma loucura. E foi como ela disse: é uma sobremesa que “não dá nem pro cheiro”. Apesar de render bem, não dura muito...

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sábado, abril 07, 2007

Os Infiltrados

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Há certos filmes que se prestam perfeitamente a uma mera distração, mas sem que se extraia deles nenhum conteúdo significativo. E, ultimamente, o o mundo do cinema tem se mostrado muito pouco criativo: sem surpresas e - mais do que isso - sem tramas inteligentes, que rumem a um desfecho inesperado.

Andei um bom tempo longe das telonas e até mesmo das telinhas, e só neste feriado pude finalmente assistir ao badalado vencedor Os Infiltrados, considerado a obra-prima de Martin Scorsese nesse ano, vencedor de 4 Oscars, inclusive o de melhor filme.

Francamente, não me impressionou. Durante todo o filme, aguardei pela cena surpreendente que justificaria tamanho entusiasmo mundial. Quando, ao fim daquela última - e óbvia - cena, tive a certeza absoluta de que havia perdido meu tempo. Orçado em US$ 90 milhões, a adaptação pecou pela extrema simplicidade, atingindo a mais completa falta de imaginação.

Conferiu aos personagens uma dose exagerada de ingenuidade, que eles, naturalmente, não deveriam ter - aquela cena do envelope é de uma infantilidade comovente - e, parecendo não ter argumento melhor, criou aquele final que mais parecia um começo.

As atuações dos três protagonistas são boas, não se pode negar. Jack Nicholson, como se pode presumir, leva grande parte do filme nas costas. E, ao que parece, foi com isso que Scorsese contou: elenco de primeira, interpretações brilhantes, boa fotografia e algumas passagens que ensaiavam uma reviravolta empolgante.

Mas se você é um dos poucos que ainda não assistiram ao dito cujo, não desanime por conta da minha crítica. Os Infiltrados açambarcou os quatro mais importantes Oscars, além do Globo de Ouro de melhor diretor e de outras indicações. Gosto não se discute. Vale pelo Nicholson e pelos dois moços esforçados, com certeza.

E se tiver uma pipoquinha, também ajuda.
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segunda-feira, fevereiro 26, 2007

A noite de Scorsese

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Foi uma cerimônia sem grandes surpresas, é verdade. Tudo muito bonito, muito chique, e com aquelas piadinhas americanas que, traduzidas, não têm graça nenhuma. Vestidos maravilhosos, penteados incríveis e todo o ritual já conhecido para a entrega das cobiçadíssimas estatuetas douradas do cinema.
Muito rapapé, muita enrolação, e o bom mesmo ficou para o final. Melhor atriz, Helen Mirren, por sua interpretação perfeita em “A Rainha”. Melhor ator, Forrest Whitaker, por sua atuação em “O Último Rei da Escócia”. Melhor filme,“Os Infiltrados”. Melhor diretor, Martin Scorsese, pelo mesmo “Os Infiltrados”, filme que, aliás, papou outros dois Oscar.
A melhor atriz coadjuvante, Jennifer Hudson (“Dreamgirls”) cantou exageradamente, cheia de esgares, imitados pela colega Beyoncé, que parecia estar duelando com a outra para ver quem se esgoelava mais. Zé Wilker não concordou com a indicação de Jennifer – ele preferia que tivesse sido Kate Blanchett ("Notas sobre um Escândalo"). E quem levou o prêmio pela melhor canção, apesar das três indicações para músicas de “Dreamgirls” foi mesmo a cantora Melissa Etheridge ("Uma Verdade Inconveniente").
Alan Arkin ficou com a estatueta de melhor ator coadjuvante, no elogiado “Pequena Miss Sunshine”. A melhor animação foi faturada por “Happy Feet”, com aqueles pingüins super fofos.
Achei bacanas as homenagens feitas durante a festa, especialmente ao compositor italiano Ennio Morricone, que recebeu um Oscar honorário. Também vale destacar a surpreendente apresentação do grupo de dança Pilobolus, que interpretava os nomes dos filmes por trás de uma tela. Super bacana.
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Confira a lista completa de vencedores:

Direção de arte - O Labirinto do Fauno
Maquiagem - O Labirinto do Fauno
Curta de animação - The Danish Poet
Curta-metragem - West Bank Story
Edição de som - Cartas de Iwo Jima
Mixagem de som - Dreamgirls - Em Busca de Um Sonho
Ator coadjuvante - Alan Arkin por Pequena Miss Sunshine
Longa de animação - Happy Feet - O Pingüim
Roteiro adaptado - Os Infiltrados
Figurino - Maria Antonieta
Fotografia - O Labirinto do Fauno
Efeitos visuais - Piratas do Caribe: O Baú da Morte
Filme estrangeiro - A Vida dos Outros (Alemanha)
Atriz coadjuvante - Jennifer Hudson por Dreamgirls - Em Busca de Um Sonho
Documentário de curta-metragem - The Blood of Yingzhou District
Documentário de longa-metragem - Uma Verdade Inconveniente
Trilha sonora - Babel
Roteiro original - Pequena Miss Sunshine
Canção - Melissa Etheridge por Uma Verdade Inconveniente
Montagem - Os Infiltrados
Atriz - Helen Mirren por A Rainha
Ator - Forest Whitaker por O Último Rei da Escócia
Diretor - Martin Scorsese por Os Infiltrados
Filme - Os Infiltrados, de Martin Scorsese

Para saber mais sobre tudo o que rolou na grande festa do cinema, clique aqui.

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