Blog by Dani

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Três livros e uma pergunta

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Afora toda a minha "tensão pré-vida-nova", tudo vai muito bem, obrigada.
A faringite e a gripe me largaram e eu me sinto 100% , de posse de toda a minha energia e saúde novamente. Porque, no fim das contas, é isso que conta para o nosso bem-estar geral.
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Li recentemente A Mulher que Escreveu a Bíblia, de Moacyr Scliar - livro que já constava da minha listinha fazia um tempão, mas que veio parar nas minhas mãos emprestado por uma amiga da família. Devorei o livro em três dias, e me diverti. A narrativa tem um andamento leve, bem-humorado, mas com pitadas de uma malícia hilariante.
Infelizmente não pude assistir à peça homônima no teatro. Estará em cartaz até dia 27, no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea. A Veja Rio deu quatro estrelinhas para o espetáculo, o que significa, na crítica da revista, que é "muito bom". Assistam por mim.
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Voltei a ler Crime e Castigo, mas engrenei ao mesmo tempo a biografia de Ronald Russel Wallace de Chevalier - o boêmio Roniquito - no livro Dr. Roni & Mr. Quito, escrito por sua irmã, Scarlet Moon de Chevalier (essa mesma, a mulher do cantor Lulu Santos).
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A pergunta do momento: por que é que sempre que estamos ansiosos por uma coisa, ela demora tanto para acontecer?
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domingo, maio 27, 2007

Micos do jornalismo

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Faz um frio desumano na gélida Terra de Marlboro. Estou certa de que ainda vai nevar ali fora. Nada que meu chiquérrimo sobretudo preto não resolva.
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No fim-de-semana que passou, eu e Leo tivemos a oportunidade de assistir a uma das apresentações do jornalista Maurício Menezes, com seu hilariante Plantão de Notícias, idéia transferida do rádio e da tv para os palcos. O cara é uma figuraça!

Os aproximadamente 90 minutos de espetáculo passaram sem a gente sentir, enquanto Maurício contava - e mostrava, com imagens e gravações - os maiores "micos" do jornalismo brasileiro, entre outras histórias incríveis e muito, mas muito engraçadas. Eu deveria ter levado um lençol (e uma bacia onde pudesse torcê-lo), porque chorei de rir - literalmente - praticamente o tempo todo. Saí de lá com os maxilares doloridos, foi muito bom.
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O bacana dessa forma de teatro é que o "repertório de micos" pode ser renovado constantemente, pois vão aparecendo outros e sendo inseridos no texto. Assim, é possível assistirmos à peça de tempos em tempos, porque uma apresentação nunca será igual às anteriores, já que o conteúdo está sempre se "reciclando", alimentando-se de novos "causos".
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Finalmente consegui assistir ao filme Pequena Miss Sunshine, recomendado veementemente pela Tuka. A produção é simples - o longa levou 5 anos para ser rodado, devido a entraves financeiros -, mas a história é rica, inclusive nos sentimentos que nos desperta: riso, emoção, tristeza, aflição. Olive Hoover, personagem interpretada pela atriz-mirim Abigail Breslin, é realmente uma fofa! Os personagens são emblemáticos, representando vivências e conflitos.
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Filme sensível, tocante, consegue ser divertido e profundo ao mesmo tempo. Tudo isso sem perder a simplicidade e sem necessitar de artifícios, como as boas histórias devem ser.
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domingo, abril 29, 2007

É SOPPA!

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Na última quinta-feira, tive o prazer de finalmente assistir à Soppa de Letra, de Pedro Paulo Rangel – espetáculo idealizado, concebido e interpretado por ele, cujo talento fica ainda mais evidenciado nessa inovadora forma de fazer teatro. O versátil PP lança um novo olhar sobre a música brasileira, apresentando-a de um modo ao qual não estamos acostumados. A grande sacada do ator foi “declamar” diversas músicas do cancioneiro popular, fazendo das letras o texto de sua peça, organizadas numa seqüência temática. E o faz brilhantemente, deliciosamente, acompanhado por um trio de instrumentistas de primeira linha. Não é por acaso que o recital leva sempre quatro estrelinhas na crítica da Veja Rio. Eu seria capaz de assistir de novo, e de novo, e de novo, porque vale a pena repetir essa “Soppa”. Se você está na cidade e ainda não viu, não sabe o que está perdendo. Até dia 6, na Caixa Cultural.
Leia o blog de PP e conheça mais detalhes sobre a peça clicando AQUI.
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Fim-de-semana frio na Terra de Marlboro. Dias de chuva e vento no cocuruto da serra pedem um filminho à noite. Eu e Leo escolhemos dois: Deu a Louca na Chapeuzinho e Plano de Vôo. O primeiro, creio eu, tinha o objetivo de ser uma paródia engraçadinha, mas devo admitir que já vi melhores do gênero. Na minha opinião, outras animações, como Shrek e A Era do Gelo 1 e 2 o deixam no chinelo. Para quem prestar um mínimo de atenção nas cenas, o final não será propriamente uma surpresa. Com algumas poucas passagens risíveis – o bode e o esquilo se encarregam de não nos deixar dormir –, o resto é só computação gráfica de qualidade duvidosa.
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Plano de Vôo, suspense dirigido por Robert Schwentke, foi criticado na época de seu lançamento e exibição (2005), mas achei a história interessante, bem amarrada e com uma explicação plausível para o desfecho, apesar de omitir alguns detalhes facilmente dedutíveis. A trama se passa praticamente toda dentro de um avião e, no desenrolar da história ficamos tentando entender o que aconteceu, pois os fatos nos deixam ligados (e confusos) o tempo todo. No cômputo geral, achei o filme bom, com a tensa atuação de Jodie Foster, que encarna com competência este tipo de papel.
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Apesar dos ventinhos gelados do outono, inventei de pôr em prática meus dotes culinários e experimentar uma receita que vi no blog da Lila, o Bem Família: pudim de sorvete. A receita é simples de fazer, e o resultado é de dar água na boca. Achei o sabor parecido com pavê de bombom, uma loucura. E foi como ela disse: é uma sobremesa que “não dá nem pro cheiro”. Apesar de render bem, não dura muito...

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