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Fui escalada pela Vi para listar oito coisas a meu respeito, e também pela Tuka, que me incumbiu de seis. Para cumprir a dupla missão, resolvi fundir as duas tarefas num único post, matando assim dois coelhos com uma "caixa d'água" só. Sabe-se que não sou afeita às listas, mas também não me furto ao convite gentil de um(a) companheiro(a) de blog – embora eu evite passar a coisa adiante.
1. Síndrome de organização
Não, definitivamente bagunça não combina comigo. Detesto roupas emboladas pelo chão, sapatos ou caixas embaixo da cama, pilhas de papel sobre a mesa. Portanto, isso jamais será encontrado nos espaços que ocupo.
Não é algo obsessivo, de forma alguma. É, antes de mais nada, uma vontade de arrumar as coisas e depois saber onde encontrá-las. Não sou como uma conhecida minha, que faz questão de que os cabides fiquem sempre a uma mesma distância um do outro dentro do guarda-roupa. Isso aí já não é mais organização. É piração mesmo, e da boa.
2. O banho nosso de cada dia

Adoro água. De piscina, mar, banheira, torneira e principalmente a do chuveiro, sem a qual não passo MESMO. Por isso é que essa coisa de acampar no mato nunca me atraiu. Se for para ficar num lugar onde não me seja possível tomar um banho quente (e de preferência num banheiro de verdade), não me convide, que eu não vou. Não durmo se não tomar um banho antes, é um hábito do qual não abro mão.
3. Mãe de todos
Essa peculiaridade herdei da minha mãe: gosto de ajudar os amigos, ceder ombro e ouvidos, cuidar das pessoas próximas. Digo “peculiaridade” porque nem sempre ser solidário é encarado como uma qualidade. É que muita gente confunde boa-vontade com ingenuidade e passa a abusar das nossas boas intenções. Apesar de andar com o desconfiômetro ligado, não deixo de apoiar, ouvir, presentear e mimar quem realmente merece.
4. “Riomaníaca”
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Uma vez um conhecido de outro estado me tachou de “Riomaníaca”. Sou mesmo, assumo. E com muito orgulho. Embora tenha nascido a 1 hora e meia da cidade do Rio de Janeiro, por uma dessas incongruências do destino, tenho sangue 100% carioca: pais, avós, tios, primos, todos cariocas legítimos. Nem mesmo o namorado escapou: é também um bom carioca de Vila Isabel. Considero-me, portanto, alguém geneticamente carioca, com todas as características inerentes à naturalidade.
Mas o que me torna carioca de verdade é a incrível (e perfeitamente compreensível) paixão que nutro pela cidade, por seus recantos, paisagens, personagens, história e histórias. Tudo o que diz respeito ao Rio me interessa imensamente; alarmam-me e preocupam-me seus problemas, na mesma medida em que me deslumbram e me energizam suas belezas e qualidades.
Minha intensa ligação emocional com o Rio é algo absolutamente indefinível através de palavras, pois transcende o universo do explicável e do palpável. Meu coração simplesmente abraça essa cidade.
5. Está sempre fresquinho porque vende mais ou vende mais porque está sempre fresquinho?

Sou completamente viciada em biscoitos. Salgados, doces, recheados, amanteigados, quadrados, redondos... qualquer tipo. À tarde, naquela hora em que bate a vontade de beliscar alguma coisa, sempre me encontrarão roendo um biscoitinho.
6. “Arteira”

- Ciranda Mista (bronze), de Sandra Guinle -
Tenho uma profunda admiração por arte e por quem sabe expressar sua sensibilidade dessa forma, seja na pintura, na escultura, na literatura, na música ou na dança. Posso não entender grande coisa, mas as manifestações artísticas sempre me tocaram e me emocionaram muito. Esta particularidade talvez se deva à minha forma “filosófica” de pensar acerca do assunto, pois acredito ser a arte a única razão de estarmos neste mundo, e a única forma de perpetuarmos nossos feitos, tornando-nos eternos.
7. Querido Diário
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Desde os 11 anos tenho o hábito de fazer e colecionar cadernos de anotação. Enquanto fui criança e adolescente, poderia chamá-los de “diários”, mas agora prefiro enquadrá-los na categoria de “anotações para a posteridade”. Não vivo do passado, mas não quero esquecer os dias anteriores aos do momento presente, pois isso significaria deletar meus próprios arquivos mentais, minha história pessoal.
Então tomo nota de uma sensação, de um fato, de uma notícia, de um evento, de qualquer sentimento ou episódio que marque aquele dia e o diferencie dos outros. E, quando mais tarde eu quiser me lembrar de alguma coisa, ou encontrar a mim mesma, poderei recorrer à minha própria biblioteca existencial.
8. Testamenteira
Acho que nem preciso dizer, porque quase todos devem ter notado: eu escrevo posts enormes, quase sempre. Gosto de completar meu raciocínio, deixar tudo bem claro, bem explicado, e acabo escrevendo demais. Eu deveria pedir desculpas por isso, e me mancar de que meus leitores acabam lendo só o início ou o fim dos meus textos, mas não posso prometer que não farei de novo. É incontrolável: as idéias vão surgindo, borbulhando e, transformadas em letras e palavras, colam-se à tela do computador, formando verdadeiros testamentos.
Enfim, chegamos ao fim de mais um. Ufa.
P.S. Podem ficar sossegadinhos, leitores deste blog: não passarei a bola para ninguém.
P.S. 2: Meninas, missão cumprida.