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No primeiro jogo de hoje, eu estava torcendo para Portugal. Não apenas pelo futebol de Luis Felipe Scolari, como também pela admiração nutrida pelo desempenho de Figo e Cristiano Ronaldo, poderosos jogadores da seleção lusitana, além das espetaculares defesas do grande goleiro Ricardo.
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E ontem, contrariando toda a rivalidade brasileira – da qual eu jamais compartilhei – torci pela Argentina, que perdeu nos pênaltis para a dona da casa.
O que notei nestes últimos jogos é que os árbitros privilegiaram os times europeus, em detrimento das seleções de origem latina, ainda que também européias. Na partida Alemanha x Argentina, por exemplo, várias faltas – algumas até inexistentes – foram marcadas contra a Argentina, ao passo que o juiz praticamente fechava os olhos para os tropeços de uma Alemanha que já se sabia “com as costas quentes”.

No jogo de hoje, Portugal também foi visivelmente prejudicado, uma vez que o juiz ignorava as faltas cometidas pelos britânicos, enquanto marcava qualquer esbarrão dos portugueses. (A expulsão de
Rooney foi inevitável, ou ficaria evidente a conivência do árbitro). Ainda assim, Portugal venceu nos pênaltis a esnobe seleção inglesa, que já contava com a vitória.
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É bem verdade que os dois times jogaram muita bola e estavam muito bem preparados, mas com a colaboração da arbitragem tudo fica mais fácil.

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E ainda fazem discursos “pré-jogo”, condenando o racismo no futebol! Pois discriminar as seleções de origem latina também não é uma forma de racismo? Hipocrisia pura.
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David Beckham foi providencialmente substituído no segundo tempo, já que nestas últimas partidas tornou-se uma espécie de “Ronaldinho Gaúcho” inglês (com algumas diferenças, já que Ronaldinho nem gol fez). O número 7 da Inglaterra ficava por ali, decorativamente, fingindo participar, apenas para intimidar o adversário. Mas nem sempre finalizava as jogadas e, eventualmente, vomita em campo.
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Quanto ao jogo do Brasil, assisti com uma certa preguiça. Para quem viu o acelerado jogo do meio-dia, o ritmo de Brasil x França me pareceu excessivamente lento, fazendo um jogo chato, sem movimento, com muitas bolas paradas e perdidas. O belo gol francês de Thierry Henry, feito numa oportunidade bem aproveitada, inibiu ainda mais a já tão apática seleção brasileira.
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Vi uma seleção brasileira moribunda em campo, dando passes errados e se arrastando pelo gramado. O goleiro francês Fabien Barthez estava tranqüilo, e ficou quase que o tempo todo assistindo. (Será que todo jogo com a França vai ser sempre essa vergonha?)

Com a vitória do time de Zidane, talvez as “estrelas” percam um pouco aquela empáfia que os faz acreditar serem os “melhores do mundo”. Aliás, alguém viu algum gol do “melhor do mundo”?
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Ronaldinho Gaúcho, ao meu ver, está desmoralizado. Foi convocado para a Copa como uma das maiores atrações do Mundial e não fez absolutamente nada em cinco jogos, com um desempenho abaixo do medíocre.
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Parreira disse, após a atuação vergonhosa, que “ninguém estava preparado para sair antes da final”. Pois eu acho que eles não estavam preparados era para entrar!
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E querem saber do que mais? Bem-feito. É chato dizer isso, mas nunca me iludi com esta seleção. Sabia que, se pegasse um time um pouco mais forte pela frente, daria adeus à Copa. Se não perdesse agora, perderia para a forte seleção portuguesa ou para a poderosa Alemanha.
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E eu torço para time que joga, que luta, que mostra empenho, vontade, fome. Para time “morto” em campo, desejo a mais amarga das derrotas.