É SOPPA!
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Na última quinta-feira, tive o prazer de finalmente assistir à Soppa de Letra, de Pedro Paulo Rangel – espetáculo idealizado, concebido e interpretado por ele, cujo talento fica ainda mais evidenciado nessa inovadora forma de fazer teatro. O versátil PP lança um novo olhar sobre a música brasileira, apresentando-a de um modo ao qual não estamos acostumados. A grande sacada do ator foi “declamar” diversas músicas do cancioneiro popular, fazendo das letras o texto de sua peça, organizadas numa seqüência temática. E o faz brilhantemente, deliciosamente, acompanhado por um trio de instrumentistas de primeira linha. Não é por acaso que o recital leva sempre quatro estrelinhas na crítica da Veja Rio. Eu seria capaz de assistir de novo, e de novo, e de novo, porque vale a pena repetir essa “Soppa”. Se você está na cidade e ainda não viu, não sabe o que está perdendo. Até dia 6, na Caixa Cultural.
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Fim-de-semana frio na Terra de Marlboro. Dias de chuva e vento no cocuruto da serra pedem um filminho à noite. Eu e Leo escolhemos dois: Deu a Louca na Chapeuzinho e Plano de Vôo. O primeiro, creio eu, tinha o objetivo de ser uma paródia engraçadinha, mas devo admitir que já vi melhores do gênero. Na minha opinião, outras animações, como Shrek e A Era do Gelo 1 e 2 o deixam no chinelo. Para quem prestar um mínimo de atenção nas cenas, o final não será propriamente uma surpresa. Com algumas poucas passagens risíveis – o bode e o esquilo se encarregam de não nos deixar dormir –, o resto é só computação gráfica de qualidade duvidosa.
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Plano de Vôo, suspense dirigido por Robert Schwentke, foi criticado na época de seu lançamento e exibição (2005), mas achei a história interessante, bem amarrada e com uma explicação plausível para o desfecho, apesar de omitir alguns detalhes facilmente dedutíveis. A trama se passa praticamente toda dentro de um avião e, no desenrolar da história ficamos tentando entender o que aconteceu, pois os fatos nos deixam ligados (e confusos) o tempo todo. No cômputo geral, achei o filme bom, com a tensa atuação de Jodie Foster, que encarna com competência este tipo de papel.
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Apesar dos ventinhos gelados do outono, inventei de pôr em prática meus dotes culinários e experimentar uma receita que vi no blog da Lila, o Bem Família: pudim de sorvete. A receita é simples de fazer, e o resultado é de dar água na boca. Achei o sabor parecido com pavê de bombom, uma loucura. E foi como ela disse: é uma sobremesa que “não dá nem pro cheiro”. Apesar de render bem, não dura muito...
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Foto: Bem Família
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