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.Todo fim de ano é a mesma coisa: quem está fora quer entrar, e quem está dentro... quer se mandar o mais rápido possível. E todo mundo pensa a mesma coisa ao mesmo tempo. Assim nascem os engarrafamentos eternos, os acidentes de trânsito e todos os desconfortos que o excesso de gente no mesmo lugar, ao mesmo tempo, pode causar.
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Na terça-feira, eu, que incorporei rapidamente os hábitos dos moradores do Rio, já estava em cólicas para deixar a cidade e tudo o que me lembrasse a tríade reveillón-multidão-confusão. Respirei aliviada quando me vi acomodada num confortável ônibus, rumo à Terra de Marlboro, naquele êxodo coletivo. Mas durou pouco. Em poucos minutos, estávamos passando em frente ao Complexo da Maré, na Linha Vermelha, onde rolava um tiroteio 'básico' de fim de ano. Eita. O que era para ser apenas mais um congestionamento de feriado, virou um show pirotécnico dos mais indesejáveis.
Vi, aterrada, os motoristas dando ré, desesperados. O ônibus era grande, e ficou um tempo atravessado na pista, tentando manobrar para voltar. A coisa ficou mais crítica quando vimos passar dois caveirões da Polícia Militar e os policiais já tomando posição, de fuzis em punho. Uia. E o ônibus atravessado na pista. Eu, que estava na janela, pulei para o meio do corredor, entre as poltronas. Não ia ser eu a 'achar' uma bala perdida. Queria muito chegar viva a 2009.
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E cheguei, como podem ver, para desejar a todos um Ano Novo maravilhoso, cheio de saúde, paz e realizações! Sem balas perdidas, nem achadas...
Um Feliz 2009 para vocês!
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